segunda-feira, 12 de abril de 2010

[ Creio que será assim ]



E terminaremos do mesmo modo em que começamos, seremos dois estranhos.
Meu beijo não fará mais falta, e teu corpo não me será mais necessário.
Acabaremos como toda história real, cada um para o seu lado vivendo uma vida comum.
Terminaremos assim, dizendo um até logo sem emoção, com um beijo na bochecha de bons amigos.
Ficaremos com as lembranças, mas essas não mais machucarão.
Lembraremos das tardes, das noites, quem sabe sorriremos ao lembrar, quem sabe não.
Veremos as fotos e notaremos principalmente de como nossa pele era jovem, e de como aquela roupa ficava bem.
Nos tornaremos estranhos, indivíduos comuns diante um do outro.
Passaremos a nos chamar silenciosamente de 'um amor' antigo, se chegar a tanto.
Nos esbarraremos na rua, perguntaremos como vai a vida, o emprego, se já casou.
Sorriremos e talvez venhamos a rir ao recordar de uma velha aventura vivida a dois.
Ficaremos felizes pelo encontro, mas logo então um de nós dirá que está atrasado.
Marcaremos de nos encontrar, aqueles encontros que nunca acontecem.
E mais um vez seguiremos cada um seu rumo.
Talvez olhemos para traz, talvez não.
E daremos mais uma vez aquele 'até logo' frio, aquele 'tchau' de bons amigos.
E ninguém notará que entre nós existiu um amor, uma paixão louca e um querer impossível.
Ninguém notará que fomos íntimos, cúmplices, apaixonados.
Ninguém vai perceber que alí existiu intensidade, vontade e calor....talvez nem a gente!
E voltaremos entao a ser o que fomos no início, dois estranhos, nada mais que conhecidos.


sexta-feira, 9 de abril de 2010

- Eu já tinha vida antes ... -


Sempre tive e continuarei tendo.

Sabe, esses dias eu parei pra pensar. Nós sempre tivemos tudo que era necessário num relacionamento – amor, carinho, confiança, lealdade, fidelidade, amizade. Talvez tenhamos pecado em um único quesito – vontade. Não que não tenhamos tido vontade o suficiente, mas não soubemos administrá-la corretamente. Quisemos sempre mais, fizemos sempre mais em nome do nosso amor. A pressa. Essa mesma. Pode ter sido ela a causadora de nossos problemas.

Mas, não tem nada não. As boas lembranças ficaram guardadas onde ninguém mais pode tirar – no coração. Estaremos sempre unidos. A nossa eternidade já começou.

Claro que eu sinto falta dos beijos, dos abraços, dos sorrisos direcionados a mim, das brincadeiras, dos olhares, das palavras, de você. Ainda sentirei por muito mais tempo. Entretanto, eu vou seguir esse caminho em paz. Quem sabe um dia, não é mesmo?

Não é porque meu sonho encantado acabou - ou adormeceu - que eu ficarei estagnada no tempo. E como eu mesma costumo dizer – A cada fim um novo recomeço.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

[ surprise ]


Talvez nem sempre o útil seja necessário. Você pode se surpreender ao perceber que o inútil é essencial.


terça-feira, 6 de abril de 2010

[ nem há razão pra que um dia acabe ]


Muitas vezes esperamos muito de alguém, e não valorizamos o máximo que aquele alguém pode nos dar. Muitas vezes um olhar vale mais que mil palavras, mas insistimos em ouvir estas, mesmo que não sejam verdadeiras. Muitas vezes o sorrir de alguém nos faz feliz, mas exigimos que aquele sorrir seja para nós. Muitas vezes queremos sempre mais e não tiramos o necessário daquilo que temos. Muitas vezes queremos o melhor, e não nos damos conta de que o necessário é a essência.

O tempo faz tudo valer a pena, e nem o erro é desperdício, tudo cresce e o início deixa de ser início e vai chegando ao meio, aí começo a pensar que nada tem fim ...

Não precisa temer o tempo, tudo dura o tempo necessário para ser inesquecível. Não chorar porque acabou, mas sorrir porque aconteceu!